No 2o ano a visão profética do pastor já está se delineando. Os planos e projetos que a fé havia sonhado começam a se tornar realidade. Junto às águas tranquilas de descanso, o poder da Palavra de Deus, quais verdes pastos, toca a natureza intrínseca do Rebanho, e molda-lhe o caráter.
No 3o ano as conquistas já são visíveis. Porém, no horizonte da missão, o pastor vislumbra maiores desafios. É nesta hora que reconhecemos nossa total e inteira dependência de Deus. É o momento em que a visão introspectiva do seu "eu" o leva a clamar por misericórdia e por santa e sábia direção, para não parar diante das ameaças, mas enfrentar e vencer os inimigos do Rebanho.
No 4o ano o crescimento do Rebanho é a alegria contínua do coração do pastor. Sua proteção, condução e provisão, ele toma para si. É o seu fardo diário e o jugo suave que com alegria leva a cada dia. Pois ele encara o pastoreio como uma tarefa humana e divina, e por isso sacrifica o seu tudo, inclusive a própria vida, contanto que acolha a ovelha ferida e encontre a perdida.
No 5o ano a igreja celebra a unidade perfeita que a comunhão fraterna do Espírito Santo proporciona. Homens e mulheres integrados pelos vínculos do Calvário, trabalham, se doam e se esforçam em busca de um mesmo ideal - o Reino de Deus. O pastor se alegra com o progresso espiritual, humano e ministerial das pessoas que com ele dividem a árdua missão de
conduzirem o rebanho e roga a Deus para compreender o chamado daqueles que aspiram ao pastorado.
No 6o ano o pastor reconhece que a graça de Deus por seu amor, lhe basta e lhe favorece. Apesar dos essenciais espinhos do caminho ele supera a dor e com perseverança prossegue. Nesse tempo o pastor contempla a oposição vencida, os muros reconstruídos e a obra de restauração concluída em muitas vidas. Essa é a sua maior alegria, pois o único troféu que o pastor recebe é ter a consciência do ideal de seu chamado, e ver que a sua missão está sendo cumprida.
No 7o ano o pastor compreende a cada dia que os méritos do seu trabalho não são seus. Nas guerras espirituais e em suas lutas existenciais, embora o Senhor lhe dê os créditos da vitória, o pastor não se envaidece, pois no recôndito do seu coração ele sabe que foi o Senhor que fez isto e é coisa maravilhosa aos seus olhos. Que nos anos vindouros, o Senhor dê à sua Igreja, pastores que apascentem com sabedoria e conduzam com inteligência o seu Rebanho às águas tranqüilas de uma perenal vitória.
Pr. Antonio José Azevedo Pereira

